POESIA

Ilusão
Valderi Queiroz Xavier – S.J..Seridó-RN, 29/11/2007
Saco cheio de vento,
Alegria desvairada,
Presa fácil e indolente,
Capaz de tudo ou quase nada.
Pinta- se o sete de cor estranha,
Busca dentre os sonhos toda manha,
Encontram no ventre cicatrizes perdidas,
Embora ache o significado de quase tudo.
Meio sem graça e desajeitado,
Caminha alhures sem ver nada,
É cego, sem rumo ou destino,
Quase sempre se encontra amargurado.
O ferro que fere é pontiagudo,
Cravejando no peito onde o coração pulsa,
Tens planejado o mistério que se oculta,
Em canto, incerto e ignorado.
Quisera ser o rei a todo instante,
Mesmo que paire sobre a multidão em brava ira,
Segue sem plano, projeto ou qualquer rumo,
Mesmo que labute, falseando toda sua história.
E assim o canto se fará pranto,
Vez que insiste em governar sem vela,
No mar agitado de seus sonhos,
Perseguindo o objeto em que ele mesmo não acredita.
Assim segue o homem, produto do meio,
Sem lado, centro ou posição;
Buscando a todo custo, não ser ele mesmo,
Acreditando na utopia e na sarcástica ilusão.
Escrito por Valderi Queiroz às 17h17
FONTE:valderiqueiroz.zip.net